Domingo, 06 de julio de 2008

Marilena Trujillo

Doe-me profundamente ver-te triste,
E tua dor fere toda minha existência.
Sinto o teu coração... Ele chora, grita...
Afligem-te tão descabidas penitências!...

Quisera eu, nessas horas, ter uma varinha
De condão e transmutar tua penosa sina.
Tornar teu sorriso uma verdade inconteste,
Tua esperança... Uma sonhadora menina!
 
Mas quem sou meu amigo tão amado?
Simples mortal num mundo encrudelecido.
Fora do globo... Em louca letargia poética...
Imaginando que tudo é bom... E bonito!...

Ah... Pudesse eu ter o dom dos arcanjos...
E transformar em luz, tua noite escura!...
Vai assim, morrendo tua vida a cada dia.
Ninguém percebe a tua dolorida amargura!
 
Aqui... Covardemente deixo-me ficar...
Assistindo o teu desespero... Tua aflição.
Sem nada poder fazer... Pelo menos tentar!
Vendo morrer em ti... Toda a ilusão!...
 
Odeio-me então, pela fraqueza que me toma,
Que acorrenta os meus passos na tua direção.
Aos diabos... Tudo que é certo ou correto...
Se na verdade... Estás só nessa imensidão!...
 
Se nem ao menos, posso livrar-te dessa prisão,
Aninhar-te em meu colo e oferecer minha mão!
Há tanto egoísmo, há tanta vaidade, amigo meu...
Que já não sei se vale a pena tanta mortificação!
 
Fere-me a alma sentir teu dolorido silêncio...
Perceber a injustiça dos que mal conheço!
Mas ainda acredito... Ainda creio na vitória
Dos teus doces sonhos e do recomeço!...
 
Creio em ti... E na tua grandiosidade...
Na capacidade imensurável de amar!...
Ainda que distante... Aqui estarei sempre!
Até quando Deus... De tudo te libertar!...
Mary Trujillo
06.07.2008
 
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Canto Mágico de Marilena Trujillo
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Tags: MARILEDA, PORTUGUES, POEMAS, quisiera, penitencias, tornar

Publicado por ChemaRubioV @ 22:00  | POESIA
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